terça-feira, 13 de março de 2007

Carnaval - Rio 2007 Parte II


Salvem as Jornalistinhas!!!!!


Praia, mar, relaxar e mudanças....

O apê que o Vini alugou por telefone, sem olhar foto, nem verificar o endereço, era uma verdadeira caixa de Pandora. Descobrímos que era uma favela horizontal, em plena Copacabana. Havía uns 45 apartamentos por andar. O desespero bateu quando vímos nossos "vizinhos", rsrs.. Todos os ambulantes, do posto 1 ao 15, estavam moravam ali. Era vendedor de travessa (tiara), de picolé, de canga, uma loucura.

Eu e Gaby, surtamos mais ainda quando entramos no elevador. Além da sujeira, tinha pichado: CV (Comando Vermelho). Nosso apartamento era o 314. O da proprietária ficava no mesmo andar, era o 305. Detalhe: o 314 era no meio do corredor. Ou seja de uma ponta a outra o corredor tinha mais de 3km.

Nesse momento o Vinícus ainda não havia desembarcado no Rio, e a tal dona do apartamento (uma nordestina arretada) disse que só nos entregaria a chave, mediante o pagamento do restante. Melhor assim. Foi sorte e desespero.

Uma coisa era certa. Ali não ficaríamos. Esperamos o Vini desembarcar e o avisei, por celular: "Não vá para o apartamento que alugaste. Aquilo é um pulgueiro. Vem nos encontrar em frente ao Copacabana Palace que vamos encontrar uma saída". Quem disse que o mané me ouviu. Duvidou de mim e foi bem feliz pro endereço. Chegou lá, viu a situação, e me ligou, desesperado, do telefone da casa da tal nordestina.

"- Onde estás?

- Estou te esperando aqui na frente do Copa. Tu, tá onde? Não vai no apê!

- Sim, claro. Estou indo aí. bjuss"


Vi que algo estava errado. Mas esperei por ele. Quando ele chegou de taxi, cara apavorada, eu disse: "Tu foste no apartamento?

- Sim né Daniela. Achei que tu estavas exagerando. Mas não, aquilo ali vai além dos meu limite de insalubridade.

- Como tu entraste no apê? vai dizer que tu pagou o restante pra cangaceira? Ah não Vini!!

- Óbbbbbbvio (estilo Vini) que não. Disse a ela que não tinha $. Que o dinheira tava no banco e amanhã eu pagava".


Até aí tudo bem. Começou então o trabalhoso resgaste das malas do Vinícius. Sim, ele havia deixado as malas dentro do apartamento. Fomos, então, eu, ele, Gaby e um amigo (dono do apê onde estavámos) resgatar o pouco que ele havia trazido.

Tensão, angústia e pavor, marcaram aqueles momentos. Esperar dentro de um taxi, na porta do prédio, pelo Vinícius e suas malas, foi aterrorizante. Imagina se a nordestina cangaceira, percebe que o Vinicius está fugindo, sem pagar??? Mas conseguimos.

Contabilizando o prejuízo: a entrada do aluguél (R$ 500,00), mais o custo de uma nova locação...

Entramos num acordo com o tal que havia emprestado o apê, e o sub-locamos dele. Blza.. Faltava avisar as meninas do Paraná sobre a nova situação ...

Um comentário:

Unknown disse...

Nossaaaaaaaa!!!
Que cara de pastél é aquela minha????
Pleaseeee salvem as jornalistinhas!!!

Essa foto me lembra o dia em que selamos nossa amizade com aquela bela tatuagem de hena!! hauhauhauahuah
Amei o post Alemoa!