Tudo passa. Depois de algum tempo, tudo acaba passando.
O destino é um relacionamento - uma interação entre a graça divina e o esforço pessoal direcionado. Sobre metade dele não tenho o menor controle; a outra metade está completamente nas minhas mãos. O homem não é uma marionete dos deuses, nem tampouco é o senhor do seu próprio destino; somos um pouco de ambos.
Galopamos pela vida ocmo artistas de circo, equilibrados em dois cavalos quem correm lado a lado a toda velocidade - com um pé sobre o cavalo chamado "destino", e o outro sobre o cavalo chamado "livre-arbítrio". E a pergunta que eu faço todos os dias: qual dos cavalos é qual? Com qual cavalo devo parar de me preocupar, porque ele não está sob meu controle, e qual deles preciso guiar com esforço concentrado?
Há tanta coisa no meu destino que não posso controlar, mas outras coisas estão, sim, sob a minha jurisdição.
Posso decidir como gasto meu tempo, com quem interajo, com quem compartilho meu corpo, minha vida, meu dinheiro e minha energia. Posso decidir o que como, o que leio e o que estudo. Posso escolher como vou encarar as circunstãncias desafortunadas - se as verei como maldição ou como oportunidades (e, quando não tiver forças para adotar o ponto de vista mais otimista, porque estou sentindo pena demais de mim mesma, posso continuar tentando mudar minha atitude). posso escolher minhas palavras e o tom de voz com que falo com os outros. E, acima de tudo, posso escolher meus pensamentos!!!!
E, é isso que estou treinando. Selecionar meus pensamentos.
Não é simples, nem fácil apagar momentos e pessoas da nossa mente. Sinceramente, desisti de tentar fazê-lo. Estou apenas reorganizando prioridades na minha vida. Coisas e pessoas que antes tinham um lugar de destaque, passaram a ser coadjuvantes da minha história. E outras que entraram quase sem querer no meu mundo, estão, hoje, em um lugar de destaque. Isso eh meu livre-arbítrio. Decidir quem e o que são prioridades para mim.
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