quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Carnaval Rio 2010 - Uma paixão


Carnaval no Rio é garantia de grandes momentos. Vim, neste ano, com a sensação de que encerro um ciclo. Algo me diz que este está sendo meu último carnaval na Sapucaí. Pelo menos por alguns anos, não sei se retornarei ao lugar que tanto amei. Coisas mudaram em mim. Não sei explicar. O brilho, a alegria, o mistério, ou como diria o grande carnavalesco campeão, Paulo Barros, o "segredo" se revelou. Perdi o tesão.
Esperava que minha escola fosse campeã (não que acreditasse de verdade nisso, mas milagres acontecem) para sair com a sensação de missão cumprida. Não deu. Tijuca fez a diferença e mereceu o título.

Sobre os desfiles, fiquei impressionada com a simplicidade da escola de madureira. O carro abre-alas foi "montado" minutos antes de entrar na avenida, em plena concentração. Acabamento não existia. Eram pregos, madeira, grampos, tudo à vista, sem nenhuma preocupação.
A Tijuca arrancou aplausos dessa blogueira. Aplausos emocionados. Simplesmente incrível.
Minha mangueira veio com uma garra que nunca havia visto. O samba de esquenta

http://www.mangueira.com.br/site/conteudo/hinos.asp
encantou.

A queda da viradouro era esperada. Coleginhas comentam que houve um "acordo" entre as grandes escolas para fomentarem as menores (Porto da Pedra e Mocidade0 e com isso evitar a queda destas, prejudicando a escola de niterói. Samba não se faz só na qudra, nos bastidores a política pe muito mais forte.

Meus pés, como em todos os anos, ficaram aos frangalhos. Essa é a verdadeira sensação de que estive na Sapucaí.
Sentirei saudades....

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Tá chegando a hora, again...

Em menos de 24 horas estarei colocando meus ricos pézinhos em terras cariocas. Tanta coisa me espera. Já chego e vou direto pro ensaio da Portela.
No sábado tem feijoada na mangueira, ensaio técnico da Portela e Imperatriz na Sapucaí, e de noite, quadra da Mangueira.
No domingo, tem Salgueiro à tarde, à noite ensaio da Beija-Flor na Sapucaí. Isso sem falar nos blocos que não quero perder. Ufa!!! Haja fôlego.
Como diz o nome deste blog, "confesso que vivi" alguns momentos decepcionantes neste período de pré-viagem. Porém, outras tantas me fizeram acreditar na garra de pessoas próximas.
O dia hoje foi mega cansativo. Trabalho no jornal, sessão da Câmara, votações, textos, enfim, no trabalho tudo certo.
Pessoalmente, tudo um caos. Como sempre. No meu check-list ainda constam: compra de shampoo, protetor solar (o bom e velho Rayto de sol), buscar celular no conserto, pagar umas duas contas (ou deixá-las para volta), comprar uma bolsa pequena para carregar as "bugigangas"...

Vou indo... bjus

sábado, 31 de janeiro de 2009

De volta, "again"

Hi stranger...

Há muito tempo queria retomar o hábito (se é que algum dia o tive) de escrever sobre meus "momentos". Quem sabe dessa vez consiga? Tentarei.

Faz mais de um ano que estou ausente, e relembrar este período seria quase uma obrigação. Só que o certinho me enjoa. Prefiro viajar no tempo e misturar presente, passado e futuro. Aos poucos vou recordando coisas, pessoas, sem obrigação com datas e locais. O que vier à mente irei registrando.

Novamente me preparo para incursão ao mundo do samba. O Carnaval no Rio já está fervendo, e, eu, aqui, me coçando pra chegar meu dia de estar lá.
Faltam 13 dias.

Neste ano não faço ideia de quem irá comigo. Convidei algumas pessoas, incitei outras tantas, mas como sempre desconfiei, começo a acreditar que meu poder de persuasão não é dos melhores. Todos desistiram, kkkk.

Pouco se me dá!

As amizades que tenho no Rio são particularmente especiais. Não nego que o "jeitinho carioca" de viver e dar "perdidos" me irrita profundamente. Não há o que fazer, senão adapatar-se à essa possibilidade.

Vida normal
Ontem, acordei com uma forte dor na ponta dos dedos do pé direito. Fui ao médico. Raio X, normal. Diagnóstico: possível tendinite nos dedos do pé, pode? Logo agora, perto do Carnaval, quando intensifiquei os exercícios físicos.

Hoje, depois de acordar cedo para levar mamãe e vovó à Rodoviária - elas se mandaram para Quintão - estou de malas prontas e indo ao litoral. Tramandaí me aguarda. E, eu, espero por minha irmã. Vida deprimente essa de caroneira. rsrsrsrs.
Fiquei sabendo que o tempo por lá não é dos melhores. Que dúvida, né? Depois de uma semana de calor infernal aqui em Canoas, o findi tinha que ser nublado. Já estou prevendo que não pegarei nenhum bronzeado de dar inveja às mulatas cariocas e chegarei ao Rio no melhor estilo "Gasparzinho".

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

A explicação

No site do Ancelmo (http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/) a explicação à falta de moralidade no país. Show


Moralidade é luxo

Do mestre José Murilo de Carvalho na revista "Veja":

"Opinião pública não elege mais presidente. A reação contra a corrupção é algo muito específico da classe média, de gente que paga imposto e não vê nada sendo retribuído. Do ponto de vista de quem está recebendo o Bolsa Família, a questão da moralidade política vem em segundo lugar. Para quem vive em um mundo de necessidades, moralidade é luxo."

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Frase do momento...

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto." (Rui Barbosa)

terça-feira, 3 de julho de 2007

De volta

Após meses de ausência, estou retomando meu posto. E com novidades!

Neste mês de julho, onde o Rio de Janeiro será sede dos Jogos Pan-americanos, estarei por lá.

Vejamos quais as boas-novas que trarei.

Saudades..

terça-feira, 15 de maio de 2007

A verde e rosa marcou passo...

Li hj, no blog "Chope do Aydano" um tópico interessante sobre a escolha do enredo da verde e rosa para o Carnaval 2008. Muitos esperavam que o eterno Cartola fosse o homenageado pela escola a qual tantos versos dedicou. Mas não foi dessa vez. Os prováveis motivos, que nunca são oficiais, estão no texto abaixo:


Cartola, por que não?

A escolha do enredo da Mangueira para o próximo carnaval, com a opção pelo frevo e o imperdoável desprezo ao centenário de Cartola, tem um pouco da obsessão pelo patrocínio que envenena as grandes escolas de samba - e muito de uma longeva e silenciosa briga familiar, que transborda para o poder mangueirense.
- A família de dona Neuma, que faz parte da atual diretoria, não permitiria - conta um diretor com assento nas reuniões onde se tomam tais decisões. - A convivência com os herdeiros de Cartola e dona Zica não é fraterna - explica ele, revelando mais um racha na fragmentada verde-e-rosa.
Para não expor tão antipática divergência, há quem diga, lá pelos lados do Palácio do Samba, que a vida do sambista - na opinião deste blog, o maior de todos, entre os muitos gênios da História do carnaval - não sustenta um desfile inteiro. Cartola, ponderam, ficou muito tempo afastado da escola e do morro, jamais foi presidente e tem mais prestígio na MPB do que no mundo do samba. Basta, claro, lembrar o desfile vitorioso em 1998, com o enredo (igualmente órfão de patrocínio) sobre Chico Buarque para demolir a argumentação.
Não há, ainda, dirigentes capazes de costurar um acordo entre as famílias e superar, com criatividade, a falta de dinheiro para materializiar o enredo que o mundo do samba reclama cada vez mais alto. Os dois últimos presidentes, Elmo José dos Santos e Álvaro Luiz Caetano, protagonistas da mais impressionante recuperação de uma escola na História recente da festa, afastaram-se, por divergências com o atual inquilino do cargo, Percival Pires - na verdade, um rosário de mágoas que vai muito além do desfile, do samba e dos ensaios na quadra. Junto, saíram diretores fundamentais na equipe que transformou num sucesso o movimento "Muda Mangueira".
Na questão do dinheiro, é consenso na escola que a ajuda para o documentário "Cartola - Música para os olhos" tem motivações pessoais, que não se repetiriam em relação ao carnaval. Assim, a produção do desfile teria de ser bancada pelos recursos conseguidos com ensaios, venda de direitos para TV e subvenção da Liesa. O que, reza um axioma carnavalesco, está longe de ser suficiente.
Perde o carnaval, perde o Rio, perde a História. Uma pena.